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Uma (meio inesperada) Mudança no Cabelo

Hair-Change-1Vim hoje contar pra vocês sobre uma pequena aventura capilar! Quem me conhece faz tempo sabe que com exceção de umas mechas loiras aos 12 anos e tentativas falhas de californianas no ensino médio eu sempre mantive meus cabelos na cor natural deles, que é o castanho escuro que o Erik INSISTE em chamar de “preto hair”. Nem lembro exatamente desde quando, mas faz bastante tempo que tenho vontade de ter cabelos com as famosas californianas profissionais dessa vez, rs e esperei bastante antes de fazer algo, só alimentando a ideia e tentando cuidar das madeixas.

 

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 Daí que antes de viajar há exatamente 3 semanas fui a um salão super bem conceituado e caro aqui de Salvador, aproveitando uma promoção generosa do Groupon. Ao chegar lá e perguntar ao cabeleireiro se ele já havia feito esse tipo de mecha nos cabelos de outras moças mostrando inclusive fotos do resultado que eu esperava obter recebi a feliz resposta de que sim, e de que era um pedido recorrente lá no salão. Me apontou, inclusive, uma cliente que tinha acabado de realizar o mesmo procedimento com outro colega e ia saindo saltitante. Fiquei super empolgada e esperançosa, imaginam, né?

 

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Acho que já deu pra perceber pelas fotos: o resultado do processo, na verdade, nada teve a ver com o que eu pedi. O “senhorito” que me atendeu me deu luzes, somente, e não californianas. Saí de lá calada, na raiva e meio na pressa, esperando pra analisar melhor o estrago em casa. Fiquei bem chateada, viu?! Chamei de horrível durante toda uma semana, até engolir a frustração e admitir que não estava horrível no sentido de uma aberração capilar e sim horrível porque tinha planos completamente diferentes de mudança. Acho que só quem já passou por um grande horror/desastre em algum salão de beleza sabe do que tô falando! Hoje já tô melhor, acostumada e até felizinha, cuidando bastante dos cabelos que agora estão bem mais ressecados, obviamente e com planos de corrigir o erro em um futuro bem próximo. Fica o desabafo aqui pra vocês, meus queridos leitores :)

 

E fica uma lição-lembrete pra quem pretende ir a um salão novo, ainda que bem indicado: nunca peça por uma mudança “drástica” em um novo ambiente, frequente primeiro, pra saber se dá pra confiar. Meio que me esqueci de ter essa cautela, na empolgação. E se por acaso houver por aí algum cabeleireiro/aspirante lendo meu post: muito cuidado com o cabelo dos outros, viu?! Eu duvido que você queira ver uma mulher qualquer se tornar uma medusa raivosa de cabelo estragado do seu lado. Medusas são perigosas! ;)

E o estudo, como anda?

 Estudo

 

Não sei vocês, mas volta e meia, quando o assunto é estudo, eu me embanano um pouco. Realidade nua e crua: sou um tanto quanto desorganizada. Chega a semana de prova e o desespero é total, principalmente quando elas vem coladinhas, uma depois da outra. A questão não tem só a ver com estudo, acho que quando a gente tem um roteirinho na cabeça do que deve ser feito em cada dia, as coisas ficam mais simples, basta ir seguindo coisa por coisa – algo que eu simplesmente não consegui, até hoje, fazer funcionar na minha rotina. Muitas vezes quando me dou conta da hora, já tá tardão e um monte de coisas da “lista” ficou pro dia seguinte e de vez em quando são coisas que nem “poderiam” ficar pro dia seguinte!

Queria ser do tipo que chega da aula e já parte pro resumo ou pro livro, pra complementar o que foi dado. Mas é difícil pra mim – se não for uma matéria de que gosto muito, é simplesmente penoso demais já chegar em casa e reviver o assunto que acabou de ser dado! É como ver o mesmo filme duas vezes seguidas. Admiro também quem organiza o estudo na ideia de matéria/dia: toda segunda estuda sempre a matéria A, terça vai ser sempre a B e assim por diante. Tô aproveitando a semana de prova pro desabafo e pra pedir conselhos: quem por aí se organiza bem? E quais de vocês sofrem comigo? O que fazem ou fizeram pra mudar os hábitos nocivos? Um beijo procês, deixa eu ir ali dar uma lida no assunto, tenho prova amanhã cedinho…

Dias Cinzentos

Flores-Cinzentas

 

Sempre me questiono sobre como devo lidar com os dias cinzentos. Dias cinzentos pra mim são aqueles em que tudo perde o sentido de ser. Não há alegria em nenhuma atividade, nada é bom ou interessante o bastante e nada se completa. Não sinto muita vontade de cuidar de mim, nem de seguir com a programação normal da rotina. As pequenas satisfações do dia a dia simplesmente desaparecem. O dia cinzento é nublado dentro de mim, nada tem a ver com o tempo lá fora – por vezes ele pinta até mesmo num dia de feriado ensolarado ou no fim de semana cheinho de atividades divertidas. Pra ser sincera, eles conseguem ainda ser mais cinzentos num dia de folga… as horas se arrastam bem mais e o tempo livre deixa de ser sinônimo de prazer, se torna castigo. Em um dia cinzendo me sinto simplesmente desconectada de tudo. Alguém aí sabe como é? Como se não pertencesse ao mundo e como se meu próprio universo interno não fizesse sentido algum. Coisa difícil de lidar. É aquela temida sensação de que nada vai dar certo na vida e quando penso além, com o cérebro e o coração também cinzentos, sinto que mesmo que algo venha a dar certo eu não me importaria muito, não faria diferença. São momentos sombrios; tristes de doer. E sei que a Andrea de verdade não é protagonista deles, somente uma sombra pálida está presente. É difícil até de traduzir em palavras, é algo que precisa ser vivido pra fazer algum sentido, e eu espero de verdade, bem do fundo da alma, que ninguém precise viver de fato nem um minuto sequer em um dia cinzento.

Como disse, penso muito sobre os tais dos dias. Quando um deles chega, sem aviso prévio, a vontade é de deitar e fechar os olhos, dormir até que um dia melhor apareça. Engano grave. Percebi, experiente que sou nos meus cinquenta tons de cinza, que fechar os olhos para eles é o mesmo que tratar de uma dor forte e constante com analgésicos… ora, a dor some sim, mas a fonte do problema ainda está lá, mais viva do que nunca. Pronta para, na menor das brechas, consumir tudo novamente. Como lidar? É uma boa pergunta. É uma pergunta importante. A solução pode até soar meio louca ou até mesmo idiota mas é o que funciona pra mim. Quando um dia cinzento aparece, eu dou o máximo de mim para pintá-lo de branco. Tem que ser branco. Sei por experiência própria que tentar adicionar qualquer outra cor, por mais linda que seja, em um tom de cinza tão potente, não vai funcionar: o cinza continuará cinza; é como misturar qualquer cor com preto. Quando consigo pintar toda a minha tela de paz, digo, de branco, ela está prontinha para que eu então apareça com as cores que eu quiser. O problema outro! é que o branco da  minha paz parece estar sempre em falta num dia cinzento. É preciso extrair sua pureza de algum lugar. Consigo as vezes com livros positivos, com música, com orações. Insisto. Por vezes também consigo vendo um filme bonito ou passando tempo com alguém querido. Mas o único momento, com certeza, do qual sei que transborda branco mesmo, é quando dedico algum tempo para conversar comigo mesma. É difícil começar, confesso nem sempre me dar uma chance. Paro, me acalmo, me acalento, me acarinho. Lembro a mim mesma de tudo que há de bom nesta vida, de todas as pessoas e presentes maravilhosos. Me permito pensar nos sucessos e momentos bons do passado e tento projetar cópias deles pro futuro. Recordo do plano perpétuo de me tornar alguém melhor, no que isso pode significar para a vida dos que amo. Me faço alguns elogios suaves e muito sinceros. É como se dissesse a mim mesma: calma, meu bem, o mundo colorido ainda existe, só estamos usando as lentes erradas.