Um pouco da minha (incompleta) jornada de perda de peso

Oldone

Essa era eu há exatamente 1 ano atrás (foto tirada em 02/03/2013).

Nessa época eu tinha inacreditáveis 119 kg… nunca fui tão pesada em toda a vida e nem tão adoecida. Não vou entrar muito nos méritos das questões de saúde por agora – mas posso dizer que a maior parte delas foi modificada “simplesmente” através da perda de peso e da mudança de alimentação. Fácil? Não mesmo… mas preocupante e necessário.

Fui gordinha durante toda a vida adolescente e adulta, nem me lembro da fase em que era magra porque provavelmente era tão criança na época que nem dava bola pra essas coisas. Mas desde que me entendo por gente me lembro do descontrole com a comida – e não demorou para que eu identificasse que ele era todo proveniente de um descontrole emocional com o qual eu sempre lidei super mal… exatamente com a “ajuda” dela, da comida. É assim pra muita gente, né? Diria que pra grande maioria. Pois é, identificar parte da questão eu identifiquei, mas dar um fim no desgoverno que já havia se tornado vício eram outros quinhentos. E passei boa parte da vida lutando contra exatamente isso.

Houve uma fase em que era simplesmente gordinha, com um sobrepeso meramente estético, que me impedia de ficar bem nesse ou naquele vestido, mas tudo certo, nada pre

ocupante demais. Com o passar do tempo as coisas foram mudando, se acumulando, se tornando mais pesadas (literalmente) e, pra encurtar a longa história, no começo do ano passado me vi extremamente adoecida, de corpo e de mente, precisando tomar uma decisão drástica para mudar minha vida – ou coisas muito ruins iriam com certeza acontecer em breve ao meu corpo e mudar todo o resto da minha existência. Péssimo saber que por conta do seu desregramento, do seu excesso, da sua falta de autocontrole você havia danificado seu corpo de forma tal que iria adoecer pra vida inteira. Aterrorizante, certo? Quando a ficha caiu pra mim, felizmente não era tarde demais pra me curar de certas coisas e desde então é nesse sentido, com essa busca, que venho vivendo.

Não me levem a mal: tentei diversos métodos, dietas e profissionais e todos eles funcionavam: eu perdia peso mesmo. Mas depois, pouco tempo depois, em algum momento mais difícil da vida jogava tudo ladeira abaixo. E por “sair da dieta” muitas vezes em uma só refeição, um único momento de loucura, me sentia culpada e coitada de uma forma tal que isso me impedia de levantar e continuar e eu desistia. Hoje entendo um pouco melhor: os terei, os tais dos momentos ruins, DURANTE TODA A VIDA. Aliás, todos nós os teremos. Então preciso “simplesmente” aprender a lidar com eles de outra forma.

Meus pais e irmão sempre foram de grande ajuda no processo, um apoio simplesmente incondicional, desses que não fraquejam nem desistem da pessoa. Não tenho nem como agradecer por metade do apoio que me deram e me dão até hoje. Eles, contudo, não podiam “emagrecer por mim” como minha linda mamãe sempre me lembrou. Podiam me dar tudo do mundo externo, todas as condições e estímulos, mas isso não era o principal: eu, sozinha, sou quem precisa, diariamente encontrar forças dentro de mim mesma, através de uma série de perguntas que não podem sair da cabeça jamais: O que eu quero realmente? Quais são minhas prioridades? Comida é uma delas? Quais são meus sonhos na vida? Comer vai me ajudar a realizá-los? Pode até parecer bobeira, mas sempre que lembro delas e me respondo mentalmente, a compulsão vai embora de vez ou diminui de força consideravelmente. Todos os anos nessa luta do emagrecer, me fizeram perceber: são muitos os momentos de compulsão-de-minuto, ou seja, se você consegue se controlar pelos 5 ou 10 minutos iniciais, já foi. Você tá controlando o jogo. Pelo menos funciona assim comigo – esses momentos são maioria. E essas perguntinhas, que eu criei para mim mesma, me ajudam demais.

Eu sei que provavelmente estão curiosos pra saber, sem mais delongas, como a perda de peso aconteceu e quanto estou pesando agora. O processo tem sido longo e vou explicar pouco a pouco como funciona, em outros posts, mas posso adiantar que meu trabalho de emagrecimento se baseia no método do Dr. Máximo Ravenna, através de uma das “suas” clínicas que frequento aqui em Salvador (uma franquia, na verdade, a clinica original é argentina). Quanto aos números: atualmente peso 81 kg – ou seja, foram quase 39 kg eliminados. Pra minha meta pessoal, ainda faltam 16 deles. Mas hoje, como nunca antes, eu tenho dúvidas zero de que vou conseguir atingir minha meta… e poder começar uma outra etapa.

Outra etapa? Costumo dizer pra todos: emagrecer não é o problema maior, acreditem. O ponto chave de tudo é saber como manter aquilo que já foi conquistado; como manter o seu novo peso. Não tiro o meu crédito (nem o de ninguém que o faça) por já ter mudado tanto, tem sido um trabalho penoso mas ao mesmo tempo prazeroso e cheio de descobertas e autoaprendizado. Existem mil coisas que eu preciso mudar na minha personalidade, autoestima e vontade, para poder construir a certeza definitiva, dentro de mim, de que esses hoje fantasmagóricos 119 kg se foram pra nunca mais voltar. E ao encerrar a fase de emagrecimento, na qual ainda estou, uma nova batalha começa: a de aprender (sim, aprender porque nunca soube de fato) a manter meu peso, me alimentar saudável e tranquilamente, colocando a comida no lugar que ela sepre deveria ter ocupado em minha vida.

Terei vocês, que acompanham o blog, como novas testemunhas e fontes de força também, pra quem for de apoiar, e quero poder inspirar e ajudar aqueles que precisam de inspiração quanto a isso: é possível e eu tô fazendo. E vou conseguir. repitam isso pra vocês diariamente :)

4 comments

  1. Jana says:

    Bem legal o post, Dea. Fico muito feliz de ver a sua conquista diária já que eu acompanhei boa parte do processo. Imagino como seja uma caminhada difícil, mas tenho certeza que a felicidade que o resultado proporciona compensa o sacrifício. A mudança não só estética, mas principalmente com relação a saúde física e psicológica! :)

    “são muitos os momentos de compulsão-de-minuto, ou seja, se você consegue se controlar pelos 5 ou 10 minutos iniciais, já foi. Você tá controlando o jogo.” Acho que isso não vale apenas para a comida, pode ser aplicado em várias outras situações e “vícios”. Às vezes tenho uma vontade repentina de fazer alguma coisa (que sei que não é boa), e aí eu paro e penso: ‘daqui a pouco eu faço’, e daqui a pouco a vontade já passou :)
    Beijo enorme! ;*

    • Swezilian says:

      É uma ótima tática mesmo, Janinha… funciona mesmo e que bom ver que não é só comigo!
      Muito obrigada pelas palavras doces, ter tanta gente amiga me apoiando é um grande conforto e alegria :)
      E o que mais me importa no momento nem tá sendo a mudança física e sim a de mente mesmo… pq eu sei que quando a mente muda, o físico vem como consequência.
      Obrigada por ser sempre essa amiga maravilhosa!

      PS: NÃO TE ENCONTREI ONTEM NA FANFARRA :( ARRASADA!

      <3 <3 <3

  2. Babi Lopes says:

    Ô Dea,

    Que post lindo. Antes de começar com a minha falação queria te falar que você escreve muito bem. Você é clara, consistente e simples. Por mais longos que seus textos sejam, eles não são entediantes.

    Segundo, linda sua força de vontade, perder isso tudo em um ano (isso porque eu tô comentando em post velho, agora cê já deve ter perdido até mais!). Esse assunto atinge muito a mim também, que sou ~gudinha~ e travo uma luta diária comigo mesma – como ou não como? – e eu nem sempre venço meu estômago (cérebro?). Mas te ver foi uma inspiração enorme (olha, juro por tudo que é sagrado que acabei de dizer não pra um Big Mac que o bofe acabou de me oferecer).

    Depois que vim morar em Londres a vida sedentária de trabalho-casa-trabalho, comidinhas rápidas e outras comodidades fizeram um estrago grande no meu corpo. Não culpo somente o estilo de vida mas me culpo bastante, que sou MUITO ansiosa e desconto tudo na comida. Meu sinônimo de descanso/conforto é bater a bunda no sofá, assistir minhas séries prediletas e comer até dar vontade de chorar. Mas isso por sua vez também fez um rombo na minha auto-confiança. Nada me servia, nada ficava bom, eu odiava tirar fotos e sempre achava que as pessoas estavam me julgando silenciosamente por ter ganhado tanto peso. Eu realmente me odiava…

    Já emagreci metade do que eu queria, não vou ao nutricionista mas tô fazendo as coisas do meu jeito. Se é ideal eu não sei, mas eu tô tentando e por agora isso que me importa.

    E parabéns pra você que é linda, é inteligente e tem muita força de vontade e conseguiu. Vou te usar de exemplo.

    Tô adorando seu blog, de verdade mesmo. :)

    • Swezilian says:

      Sem noção do quanto foi especial ler isso, Babi!

      Eu fico muito feliz mesmo de ver outras pessoas me contando sobre seu aucesso na perda de peso… ISSO é uma das coisas que mais me eatimulam atualmente, que me fazem pensar que sou tão humana quanto qualquer outro.
      Eu entendo realmente isso que vc diz do ritmo de vida diferente em Londres, comi muita coisa que não devia aí, justamente pela facilidade, e foi nessa época que atingi meu peso máximo.
      Hoje eu tô mais ou menos com o mesmo peso deste post, minha luta tá sendo a de MANTER o bendito do peso, que pra mim já é um desafio enorme! Depois continuarei o resto que falta, pouco a pouco.
      Tô muito, muito feliz com seu carinho e de saber que gostou do meu blog, eu simplesmente amei o seu, assim que bati o olho!
      Estou até indo lá agorinha mesmo, fazer uma visita aqui, do celular ainda :D hauaha

      UM BEIJÃO!

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