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Assisti: A Menina Que Roubava Livros

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Nessa última sexta feira tive o imenso prazer de ir ao cinema com meus pais assistir a este filme incrível! Passei muito tempo da vida acreditando que já havia lido a obra (!) mas na verdade, era somente uma falsa impressão. Explico: foi através da Menina Que Roubava Livros (The Book Thief) que descobri que não gosto de ler e-books, pelo menos não no computador (nunca experimentei um tablet de leitura). Baixei a versão do livro no pc e não consegui ler mais do que uma dezena de páginas ou algo assim. Acabei confundindo obras, pois comecei a ler outros livros em seguida e minha mente meio que armazenou a informação de que eu já tinha lido este! Somente através da breve sinopse dos jornais percebi o erro. Sempre prefiro ler a obra antes de ver o filme, porque na maioria esmagadora dos casos a história escrita é muito melhor do que a feita para as telinhas, mas nesse caso não foi assim. Ainda não li o livro, mas já deu pra perceber que o filme não deve ficar muito atrás, porque é excelente! Inclusive me deixou com uma vontade muito maior de corrigir o erro que cometi por não ter devorado a publicação. Depois de ler eu volto pra contar aqui no blog o que concluí.

 

 

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Começo a resenha dizendo que a atriz principal do filme Sophie Nélisse, que tem somente 13 anos, faz um trabalho de deixar o queixo de qualquer um caído. Ela atua MUITO bem! Em uma situação nada favorável, porque interpretar uma personagem que enfrenta tantos problemas, sendo tão jovem, não deve ser nada mole. Ela encena a maravilhosa Liesel Meminger, uma garotinha que, durante a segunda guerra mundial e em plena ascenção do nazismo é separada de sua mãe e enviada para o lar de um novo casal, que a partir de então seriam seus novos pais.

 

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A princípio contida, silenciosa e triste por ter perdido sua família, Liesel logo desabrocha em uma criança incrivelmente sensata, demonstrando ser, de fato, uma filha carinhosa e uma amiga dedicada, mesmo em meio a tantas dores que só os tempos de guerra poderiam causar. A menina, apesar de tudo, teve a sorte de ser encaminhada para um casal de coração bondoso – o que a faz criar uma afinidade quase que imediata com o pai Hans (Geoffrey Rush – que interpreta o terapêuta Lionel do filme O Discurso do Rei, para os que lembram. Outro mega ator!).

 

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Algo em Liesel me lembrou de como eu era na infância – diferentemente da maior parte das crianças ela desenvolve uma grande paixão pela leitura. Senti que ela, assim como eu, quando pequena, mal podia esperar por novos livros… lendo e relendo os que já tinha em mãos. Através dos livros percebe-se que ela não só aprende novas palavras para o seu “dicionário de parede” mas também amadurece e intensifica o seu viver, o seu relacionamento com a nova família e os amigos.

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A Menina Que Roubava Livros, por se passar num cenário de guerra mundial, é um daqueles filmes que me deixam arrepiada de dor, porque conseguem demonstrar a brutalidade e a crueldade sem limites do homem para com o seu próprio igual. É emocionante demais, também por nos trazer o lado mais puro, lindo e BOM do ser humano, o que faz com que a obra se torne um pouquinho menos difícil e pese um pouquinho menos nos nossos corações. Assistir à histórias (fictícias ou não) de pessoas que mesmo frente às dificuldades extremas decidem ajudar o próximo é algo que acalenta e aquece por dentro. Daí posso afirmar: o filme trabalha o tempo todo assim, com os extremos, com o melhor e o pior do homem. Chorões de plantão: não façam como eu e esqueçam os lencinhos.

 

Fato curioso e original: o filme, assim como o livro (esse pouquinho eu lembro) é narrado pela morte. Isso mesmo. É simplesmente genial e ao mesmo tempo aterrorizante, mas não conseguiria imaginar eu mesma um melhor relator para uma história vivida em uma das épocas mais negras pelas quais já passamos no planeta.

 

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No mais, o que tenho a dizer é que saí da sessão em êxtase, completamente apaixonada por tudo o que vi em pouco mais de 2h de filme. A presença de bons atores, uma história tocante e personagens marcantes é o que deve ser esperado do filme, pra dizer o mínimo. Para os que gostam do bom e velho trailer, basta clicar aqui. Agora, me façam um favor de amigo: não deixem esse aqui passar batido não… é uma jóia rara :) Prometem?