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Assisti: Os Filhos do Padre

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“Os Filhos do Padre (Svecenikova djeca)” foi uma escolha muito acertada de filme! Semana passada saí com minha família pro cinema e acabamos tendo que nos dividir – eu e meu pai assistimos a este enquanto minha mãe e irmão assistiram ao “12 Anos de Escravidão” que eu já tinha assistido com o Erik e posso dizer que é outro filme maravilhoso e de história bem forte. A obra, que é croata foi, pelo que me lembro, o primeiro filme deste país a que tive o prazer de assistir!

 

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A história se passa em uma ilha minúscula e pacata do mar Adriático. O lugar que tem observado a sua população diminuir progressivamente uma vez que ocorrem mais mortes do que nascimentos. Notando a situação e se sentindo meio deslocado e pouco prestigiado no local, o padre Fabian um dia descobre o motivo pra que isso aconteça e, de forma um tanto quanto inocente, resolve fazer algo a respeito.

 

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Petar, um vendedor que habita a ilha, um dia resolve ir ao confessionário de Fabian pressionado por sua esposa. É justamente através da confissão de Petar que Fabian descobre: nascem poucas crianças na ilha justamente por conta dos preservativos, que são bastante usados pela população. Já imaginam o que o danado do padre resolve fazer? Pois é, decide “resolver” o problema furando todas as camisinhas em que consegue por as mãos. É ajudado por Petar, que está com a consciência pesada, e também pelo farmacêutico e doidinho Marin. Cada um deles tem suas próprias razões para a empreitada, que acaba gerando uma história muuuuito engraçada.

 

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A questão toda é que o filme não se encerra na graça: tem um “quê” de drama também, bem como é ácido, através das suas ironias quanto ao modo de agir do homem e também quanto a certas práticas da Igreja Católica, chegando até a brincar um pouco com o humor negro da coisa. Enquanto a confusão rola solta na ilha e haja confusão! o espectador percebe progressivamente que o tom do filme vai mudando, ficando mais sério, dramático e com bem menos gracinhas. O final é diferente e nos dá o que pensar. Definitivamente um filme fora do lugar comum, crítico e super inteligente :) vale o ingresso com certeza, ponto pro cinema croata! Caso tenha se interessado, pode conferir o trailer aqui!

 

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Lembrando!

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Assisti: Hours

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O filme Hours, estrelado pelo talentoso e bonito ator Paul Walker estreou cerca de duas semanas após a sua morte, em dezembro do ano passado. Segundo reportagens, o filme, que demonstra um outro lado de Paul que não aquele visto por nós em Velozes e Furiosos, seria justamente a alavanca para trabalhos diferentes e já tinha aberto portas para novos convites. Uma pena que o ator não pode colher os frutos de sua dedicação e trabalho, partindo muito cedo… mas nós que ficamos por aqui podemos homenageá-lo ao assistir um dos últimos filmes gravados por ele.

 

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A historia é focada em Nolan Hayes, um homem que se torna pai bem no dia em que o Furacão Katrina assola New Orleans, a cidade onde mora. Nolan se vê em meio ao caos trazido pelo desastre natural e por uma perda pessoal e descobre que sua filha recém nascida ainda não pode respirar sozinha e portanto precisará da ajuda de aparelhos, devendo permanecer em uma incubadora até que começasse a respirar por si mesma. Uma situação nada fácil, né? Agora imagine também que o hospital, que obviamente estava sofrendo com as consequências do furacão, estava sendo completamente evacuado…

 

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Nolan decide ficar pra trás, como todo pai dedicado faria, optando por correr os riscos provocados pelas enchentes e pela falta de segurança e de alimentos. O filme é basicamente todo focado nele, na sua história com a sua esposa e no bebê. É lindo de se ver: em momento algum ele pensa em desistir ou se desanima diante das muitas dificuldades enfrentadas para manter sua filha viva… literalmente correndo contra o tempo e aguardando pacientemente que as horas passassem, na esperança de que a medicina e o curso natural da vida fizessem com que sua filha não mais precisasse dos aparelhos para respirar.

 

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A obra segue os gêneros drama/suspense e é daquele tipo que facilmente deixa a pessoa ansiosa, balançando as perninhas ou roendo as unhas, querendo saber se as coisas vão dar mesmo certo ou não! Tenho certeza de que, apesar de não ser baseado em fatos reais, a ideia da história era justamente nos fazer pensar que ela tem tudo para ser verdadeira. Eu gostei bastante, não é o tipo de filme que te marca pra sempre, mas é um bom investimento de tempo sim :)

 

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Assisti: A Menina Que Roubava Livros

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Nessa última sexta feira tive o imenso prazer de ir ao cinema com meus pais assistir a este filme incrível! Passei muito tempo da vida acreditando que já havia lido a obra (!) mas na verdade, era somente uma falsa impressão. Explico: foi através da Menina Que Roubava Livros (The Book Thief) que descobri que não gosto de ler e-books, pelo menos não no computador (nunca experimentei um tablet de leitura). Baixei a versão do livro no pc e não consegui ler mais do que uma dezena de páginas ou algo assim. Acabei confundindo obras, pois comecei a ler outros livros em seguida e minha mente meio que armazenou a informação de que eu já tinha lido este! Somente através da breve sinopse dos jornais percebi o erro. Sempre prefiro ler a obra antes de ver o filme, porque na maioria esmagadora dos casos a história escrita é muito melhor do que a feita para as telinhas, mas nesse caso não foi assim. Ainda não li o livro, mas já deu pra perceber que o filme não deve ficar muito atrás, porque é excelente! Inclusive me deixou com uma vontade muito maior de corrigir o erro que cometi por não ter devorado a publicação. Depois de ler eu volto pra contar aqui no blog o que concluí.

 

 

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Começo a resenha dizendo que a atriz principal do filme Sophie Nélisse, que tem somente 13 anos, faz um trabalho de deixar o queixo de qualquer um caído. Ela atua MUITO bem! Em uma situação nada favorável, porque interpretar uma personagem que enfrenta tantos problemas, sendo tão jovem, não deve ser nada mole. Ela encena a maravilhosa Liesel Meminger, uma garotinha que, durante a segunda guerra mundial e em plena ascenção do nazismo é separada de sua mãe e enviada para o lar de um novo casal, que a partir de então seriam seus novos pais.

 

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A princípio contida, silenciosa e triste por ter perdido sua família, Liesel logo desabrocha em uma criança incrivelmente sensata, demonstrando ser, de fato, uma filha carinhosa e uma amiga dedicada, mesmo em meio a tantas dores que só os tempos de guerra poderiam causar. A menina, apesar de tudo, teve a sorte de ser encaminhada para um casal de coração bondoso – o que a faz criar uma afinidade quase que imediata com o pai Hans (Geoffrey Rush – que interpreta o terapêuta Lionel do filme O Discurso do Rei, para os que lembram. Outro mega ator!).

 

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Algo em Liesel me lembrou de como eu era na infância – diferentemente da maior parte das crianças ela desenvolve uma grande paixão pela leitura. Senti que ela, assim como eu, quando pequena, mal podia esperar por novos livros… lendo e relendo os que já tinha em mãos. Através dos livros percebe-se que ela não só aprende novas palavras para o seu “dicionário de parede” mas também amadurece e intensifica o seu viver, o seu relacionamento com a nova família e os amigos.

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A Menina Que Roubava Livros, por se passar num cenário de guerra mundial, é um daqueles filmes que me deixam arrepiada de dor, porque conseguem demonstrar a brutalidade e a crueldade sem limites do homem para com o seu próprio igual. É emocionante demais, também por nos trazer o lado mais puro, lindo e BOM do ser humano, o que faz com que a obra se torne um pouquinho menos difícil e pese um pouquinho menos nos nossos corações. Assistir à histórias (fictícias ou não) de pessoas que mesmo frente às dificuldades extremas decidem ajudar o próximo é algo que acalenta e aquece por dentro. Daí posso afirmar: o filme trabalha o tempo todo assim, com os extremos, com o melhor e o pior do homem. Chorões de plantão: não façam como eu e esqueçam os lencinhos.

 

Fato curioso e original: o filme, assim como o livro (esse pouquinho eu lembro) é narrado pela morte. Isso mesmo. É simplesmente genial e ao mesmo tempo aterrorizante, mas não conseguiria imaginar eu mesma um melhor relator para uma história vivida em uma das épocas mais negras pelas quais já passamos no planeta.

 

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No mais, o que tenho a dizer é que saí da sessão em êxtase, completamente apaixonada por tudo o que vi em pouco mais de 2h de filme. A presença de bons atores, uma história tocante e personagens marcantes é o que deve ser esperado do filme, pra dizer o mínimo. Para os que gostam do bom e velho trailer, basta clicar aqui. Agora, me façam um favor de amigo: não deixem esse aqui passar batido não… é uma jóia rara :) Prometem?

Assisti: Mary & Max – Uma Amizade Diferente

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OLÁ! Depois de uma semana com 3 dias de feriado chegou o fim de semana novamente… e ele é muito bem vindo! :D Para os dois melhores dias da semana eu deixarei uma dica do que assistir! O filme, de 2009, me foi indicado pelo meu grande amigo e terapêuta, Vandi, já faz um tempinho.

 

MARY & MAX – UMA AMIZADE DIFERENTE é muito fofo e transmite mensagens belíssimas para os bons entendedores – não se enganem com as aparências de “desenho animado”, este é um filme marcado por uma sensibilidade ímpar, sendo, inclusive, ganhador de diversos prêmios.

 

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O narrador, sempre presente no filme (que tem uma voz que adorei), começa por apresentar a Mary, moradora de Melbourne na Austrália. Mary é uma garota de 8 anos que vive uma vida difícil para uma criança: filha de pais complicados, mas que consegue, apesar de tudo, ser uma criança bondosa e criativa, aproveitando tudo aquilo que poderia conseguir de melhor da vida. Extremamente solitária, seu maior sonho é ter amigos o que a faz, um dia, decidir contactar alguém através dos correios.

 

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É aí que Max entra na história. Um homem também solitário de 44 anos, com gostos e “manias” diferentes, morador de New York. Ele tem uma “condição especial”; uma síndrome, mas só assistindo o filme para saber (sem spoils :D). Max havia sido aleatoriamente escolhido por Mary como seu novo correspondente, para uma inesperada relação que duraria muuuuuuitos e muitos anos. Começam então a se corresponder e a contar um ao outro a vida que vivem, seu gostos, sonhos e vontades e a desenvolver uma sólida amizade, tão sólida quanto a diferença de idade, suas condições de vida e a distância permitiriam. Mary & Max, assim concluí, é um filme “de gente grande” com uma roupagem de filme infantil. Mas de antemão ressalto: a observação que acabei de fazer não significa dizer que os pequenos não devam assistir à obra e vir com ela também a aprender e se emocionar, muito pelo contrário, é um excelente filme para toda a família, ainda que saia um pouco do gênero comédia-leve a que estamos acostumados a assistir com crianças. Entendam: diversos problemas de adultos são retratados, de uma forma, eu diria, um tanto quanto adocicada e bonitinha, o que acaba por fazer com que as coisas nunca pareçam muito pesadas apesar de serem, na realidade, situações extremamente delicadas e importantes na vida de qualquer ser humano. Lindo filme! Me fez refletir sobre algo que deveria sempre estar na memória de todos nós: a base de uma boa amizade é o respeito, principalmente no que se refere aos limites do próximo.

 

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A obra é descrita pela própria produção como uma “clayography” – traduzindo da forma como eles pretenderam, significaria mais ou menos uma palavra que junta clay (o material usado para fazer os bonequinhos) com biography (biografia) – ou seja, o filme conta uma história muito única e linda, que é baseada em fatos reais.

 

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Curiosidades interessantes sobre a obra: a animação, que tem 92 minutos, levou quase 5 anos para ser feita, durante os quais uma equipe de cerca de 50 pessoas trabalhava para produzir, por semana, cerca de dois minutos e meio do vídeo. Parece loucura, né? Mas basta assistir para se maravilhar e entender que houve uma busca pela excelência em Mary e Max – tudo é MUITO bem feito! Além disso posso contar pra vocês que 212 bonecos foram necessários para essa produção – uma vez que existe um limite para o reposicionamento e expressões corporais de cada um deles. Por exemplo: haviam cerca de 12 fantoches para cada um dos personagens principais! Existem muitos outros fatos, números  e coisas interessantíssimas que podem ser acessados por vocês no ainda ativo e fantástico site oficial do filme (que está em inglês). Basta clicar aqui! O trailer oficial pode ser também assistido pelo site do filme, mas separei um outro link aqui, que tem legendas em português.

Ah, prestem atenção às cores usadas no filme para as cenas de cada personagem :)

 

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Assistam e me contem o que acharam depois :)

Bom fim de semana para todos!

 

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