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Um pouco mais sobre o meu emagrecimento (Post Extenso)

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Oi gente!

Já havia falado um pouco sobre a minha perda de peso aqui no blog, em um post anterior. Sempre rola uma curiosidade natural quanto ao tipo de dieta, método e estilo de alimentação que venho seguindo para emagrecer. Hoje, quando finalmente atingi 40 kg eliminados e acabei de descer da casa dos 80 kg (AÊÊÊÊÊ), decidi então escrever um pouco sobre minha experiência pessoal e também trazer algumas Perguntas & Respostas oferecidas por eles mesmos, responsáveis pela Clínica e pelo Método Ravenna no Brasil.

Antes de tudo: Quem seria o Dr. Ravenna?

“Dr. Ravenna, médico e psicanalista, já tratou mais de 50 mil pacientes no mundo, sempre com a finalidade de capacitá-los a desenvolver uma nova e saudável relação com a comida e, assim, não apenas emagrecer, mas tornar-se magro. (…)

Graduado pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Buenos Aires, pós-graduado pela Primeira Escola Argentina de Psicoterapias e especialização pela Harvard Medical School, Dr. Máximo Ravenna participa de congressos em diversos países e contribui com artigos científicos, além de ter cinco livros publicados com toda a expertise do profissional e sucesso do Método Ravenna.”

 

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Então, a dieta é hipocalórica (consumimos cerca de 800 calorias/dia ) e exige, para ser realizada com excelência, presença física… ou seja, ir à Clínica mesmo. Por quê? Ela se baseia no tratamento do paciente através da ação conjunta do nutricionista, do clínico geral, do educador físico e do psicólogo, tentando abranger o máximo possível da complexidade e individualidade de cada paciente.

Ao se inscrever na Clínica (que, no Brasil, atualmente só existe em Salvador, SP Capital e Brasília) você deverá apresentar exames de saúde para que eles, através de uma dieta base, que é usada para todos os pacientes, possam adaptar a sua realidade à realidade do tratamento – por exemplo: se você é diabético, vegetariano (meu caso), idoso, etc. cuidados serão tomados quanto à complementação nutricional do processo (que no caso será feita através de suplementos protéicos, polivitamínicos, etc.) Cada caso é um caso, por isso que pode ser perigoso fazer a dieta aloka, só através do conhecimento das receitas e tal. Eu, por exemplo, por ser vegetariana, fui indicada a tomar Whey Protein 2x por dia, coisa que minhas amigas da clínica, que não o são, não precisam fazer!

 

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Assim que você entra no método fará uma consulta com cada um dos especialistas que mencionei anteriormente (médico, nutricionista, psicólogo e educador físico) e depois do mês inicial passamos a ir, mensalmente, somente ao nutricionista para fazer a bioimpedância e se espera de nós que possamos emagrecer de 5 a 10% da nossa massa TOTAL a cada mês. Por exemplo: Se no mês 1 você tem X kg, será esperado de vc que elimine de 5 a 10% de X. No mês seguinte será esperado que vc elimine esta mesma porcentagem do seu NOVO peso, sacaram?

O que descrevi é a normalidade, mas dependendo da situação de cada pessoa, visitas aos outros profisisonais podem ocorrer também, caso seja preciso. Como disse antes: depende de cada caso.

 

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Outro ponto importante da dieta são as TERAPIAS EM GRUPO… isso mesmo, grupos em que a gente vai, fala e escuta, com a presença de psicólogos. Não é OBRIGATÓRIO falar nem nada, mas a gente sempre acaba contando nossas experiências hahaha
Lembro que cheguei lá assim: “Vou entrar muda e sair calada!”… Pfff, que nada! Em poucos dias eu já tava contando algumas coisas. Os psicólogos fazem perguntas direcionadas mas a pessoa pode escolher não responder e conversar com eles em privado, por exemplo. O clima é super light, não tem nada de assustador nessas terapias! E garanto, a gente sai de lá muuuuuito mais motivado e forte.

Vamos lá,  perguntas frequentes ( Obtidas através do Site da Clínica ):

 

– O Método Ravenna® faz atendimentos com prescrição de dieta on-line?

Não. Os profissionais habilitados no Método Ravenna® apenas prescrevem dieta após a realização de consultas presenciais, de acordo com as condições do Paciente, seu perfil, seu quadro clínico e idade. Qualquer divulgação de dieta pela Internet apontada como Método Ravenna® é indevida e os Centros Terapêuticos Maximo Ravenna (localizados em Salvador/BA, São Paulo/SP e Brasília/DF), únicos autorizados no Brasil a aplicar o Método Ravenna®, não se responsabilizam por tais divulgações e pelos efeitos adversos por parte daqueles que seguirem tais dietas indevidamente divulgadas na Internet.

– Uma das características do método Ravenna é a retirada do carboidrato e do açúcar. O que é permitido comer durante o tratamento?

São cortados os carboidratos refinados. E, em pequenas medidas, são permitidos alimentos de baixo índice glicêmico, entre proteínas, frutas, verduras e laticínios.

– Por que é tão importante retirar os carboidratos refinados incluindo o açúcar?

Porque esse tipo de alimento gera compulsão alimentar, são alimentos que, quanto mais são ingeridos, mais vontade de comer se tem. Se pão tirasse o apetite, os restaurantes jamais ofereceriam cestas e cestas de pães de entrada. Em outras palavras, podemos dizer que os carboidratos refinados, uma vez ingeridos, disparam a secreção de insulina que gera a sensação de fome.

– E quais são os carboidratos permitidos?

Trabalhamos com os carboidratos complexos, de boa qualidade, presentes em frutas e verduras. Não se trata de uma dieta protéica.

– Durante o tratamento, os pacientes frequentam grupos terapêuticos. Qual a função dos grupos?

O grupo é o espaço onde os pacientes dividem seus sucessos e insucessos. É lá que, apoiado por psicólogos da clínica, e por outros pacientes que estão na mesma situação, ele sustenta sua decisão de emagrecer. É nesse espaço, também, que os pacientes expõem o seu padrão de relação com a comida e passam a resignificar esse valor exacerbado dado ao alimento. E cada paciente, ao ver que o outro consegue, tem nesse “espelho” um fator de motivação e comprometimento com o tratamento.

– Como é uma refeição do método Ravenna?

Nossas refeições são fracionadas. No almoço e jantar, por exemplo, primeiro é servido um caldo quente que tem a função de frear a ansiedade com que a pessoa chega à mesa, depois é servida uma salada verde e, a seguir, o prato principal, que inclui uma proteína e um acompanhamento, que pode ser purê de abóbora, suflê de cenoura, legumes no vapor, entre outras opções. A seguir, vem a sobremesa, que pode ser uma fruta ou uma gelatina, e um café. Uma das finalidades é resgatar o ritual das refeições, fugindo do estilo fast food.

 

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Ok, além do que já foi dito, o espaço físico da clínica conta com as salas de atendimento dos 4 tipos de profissionais já citados, com um restaurante (que é pago à parte, além da mensalidade da clínica), com as salas de terapia em grupo e com uma academia de musculação funcional. Os pacientes do método devem fazer exercício físico e muita coisa é permitida – pilates, musculação, dança do ventre, etc mas exercícios aeróbicos não são permitidos durante a fase de emagrecimento (que é a minha fase de agora) e só voltam a fazer parte da rotina depois que o paciente já emagreceu e entrou na fase de manutenção – quando rola reinserção de alguns carboidratos… eu ainda não sei tanto assim sobre esta fase porque ainda não cheguei lá.

As pessoas procuram a clínica para perder de 10 kg, sobrepeso basicamente estético, até pesões tipo 80 kg. Conheço gente que já perdeu quase isso… uns 70 e tantos. Parece loucura, né? Mas funciona se você seguir a dieta direitinho.Tudo sem cirurgia nem uso de medicamentos voltados para o emagrecimento.

 

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Ufa, é basicamente isso. Mais informações vocêss podem encontrar no site, ligando ou indo presencialmente às clínicas, caso morem em algumas das três cidades mencionadas.

Se não ficou tão claro (pergunta que me fazem seeempre), o que de fato é expressamente proibido de se consumir na dieta: pães, massas, farinhas, açúcar, biscoitos, queijos “gordos”, doces, chocolates, arroz, qualquer tipo de bebida alcoólica, batatas, entre outros. Esses são os “traumas” principais!

Se tiverem alguma pergunta, podem deixar nos comentários ou mandar um e-mail! As fotos que ilustram o post foram tiradas durante o segundo semestre de 2012, quando eu tinha cerca de 120 kg.

Beijocas!

Um pouco da minha (incompleta) jornada de perda de peso

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Essa era eu há exatamente 1 ano atrás (foto tirada em 02/03/2013).

Nessa época eu tinha inacreditáveis 119 kg… nunca fui tão pesada em toda a vida e nem tão adoecida. Não vou entrar muito nos méritos das questões de saúde por agora – mas posso dizer que a maior parte delas foi modificada “simplesmente” através da perda de peso e da mudança de alimentação. Fácil? Não mesmo… mas preocupante e necessário.

Fui gordinha durante toda a vida adolescente e adulta, nem me lembro da fase em que era magra porque provavelmente era tão criança na época que nem dava bola pra essas coisas. Mas desde que me entendo por gente me lembro do descontrole com a comida – e não demorou para que eu identificasse que ele era todo proveniente de um descontrole emocional com o qual eu sempre lidei super mal… exatamente com a “ajuda” dela, da comida. É assim pra muita gente, né? Diria que pra grande maioria. Pois é, identificar parte da questão eu identifiquei, mas dar um fim no desgoverno que já havia se tornado vício eram outros quinhentos. E passei boa parte da vida lutando contra exatamente isso.

Houve uma fase em que era simplesmente gordinha, com um sobrepeso meramente estético, que me impedia de ficar bem nesse ou naquele vestido, mas tudo certo, nada pre

ocupante demais. Com o passar do tempo as coisas foram mudando, se acumulando, se tornando mais pesadas (literalmente) e, pra encurtar a longa história, no começo do ano passado me vi extremamente adoecida, de corpo e de mente, precisando tomar uma decisão drástica para mudar minha vida – ou coisas muito ruins iriam com certeza acontecer em breve ao meu corpo e mudar todo o resto da minha existência. Péssimo saber que por conta do seu desregramento, do seu excesso, da sua falta de autocontrole você havia danificado seu corpo de forma tal que iria adoecer pra vida inteira. Aterrorizante, certo? Quando a ficha caiu pra mim, felizmente não era tarde demais pra me curar de certas coisas e desde então é nesse sentido, com essa busca, que venho vivendo.

Não me levem a mal: tentei diversos métodos, dietas e profissionais e todos eles funcionavam: eu perdia peso mesmo. Mas depois, pouco tempo depois, em algum momento mais difícil da vida jogava tudo ladeira abaixo. E por “sair da dieta” muitas vezes em uma só refeição, um único momento de loucura, me sentia culpada e coitada de uma forma tal que isso me impedia de levantar e continuar e eu desistia. Hoje entendo um pouco melhor: os terei, os tais dos momentos ruins, DURANTE TODA A VIDA. Aliás, todos nós os teremos. Então preciso “simplesmente” aprender a lidar com eles de outra forma.

Meus pais e irmão sempre foram de grande ajuda no processo, um apoio simplesmente incondicional, desses que não fraquejam nem desistem da pessoa. Não tenho nem como agradecer por metade do apoio que me deram e me dão até hoje. Eles, contudo, não podiam “emagrecer por mim” como minha linda mamãe sempre me lembrou. Podiam me dar tudo do mundo externo, todas as condições e estímulos, mas isso não era o principal: eu, sozinha, sou quem precisa, diariamente encontrar forças dentro de mim mesma, através de uma série de perguntas que não podem sair da cabeça jamais: O que eu quero realmente? Quais são minhas prioridades? Comida é uma delas? Quais são meus sonhos na vida? Comer vai me ajudar a realizá-los? Pode até parecer bobeira, mas sempre que lembro delas e me respondo mentalmente, a compulsão vai embora de vez ou diminui de força consideravelmente. Todos os anos nessa luta do emagrecer, me fizeram perceber: são muitos os momentos de compulsão-de-minuto, ou seja, se você consegue se controlar pelos 5 ou 10 minutos iniciais, já foi. Você tá controlando o jogo. Pelo menos funciona assim comigo – esses momentos são maioria. E essas perguntinhas, que eu criei para mim mesma, me ajudam demais.

Eu sei que provavelmente estão curiosos pra saber, sem mais delongas, como a perda de peso aconteceu e quanto estou pesando agora. O processo tem sido longo e vou explicar pouco a pouco como funciona, em outros posts, mas posso adiantar que meu trabalho de emagrecimento se baseia no método do Dr. Máximo Ravenna, através de uma das “suas” clínicas que frequento aqui em Salvador (uma franquia, na verdade, a clinica original é argentina). Quanto aos números: atualmente peso 81 kg – ou seja, foram quase 39 kg eliminados. Pra minha meta pessoal, ainda faltam 16 deles. Mas hoje, como nunca antes, eu tenho dúvidas zero de que vou conseguir atingir minha meta… e poder começar uma outra etapa.

Outra etapa? Costumo dizer pra todos: emagrecer não é o problema maior, acreditem. O ponto chave de tudo é saber como manter aquilo que já foi conquistado; como manter o seu novo peso. Não tiro o meu crédito (nem o de ninguém que o faça) por já ter mudado tanto, tem sido um trabalho penoso mas ao mesmo tempo prazeroso e cheio de descobertas e autoaprendizado. Existem mil coisas que eu preciso mudar na minha personalidade, autoestima e vontade, para poder construir a certeza definitiva, dentro de mim, de que esses hoje fantasmagóricos 119 kg se foram pra nunca mais voltar. E ao encerrar a fase de emagrecimento, na qual ainda estou, uma nova batalha começa: a de aprender (sim, aprender porque nunca soube de fato) a manter meu peso, me alimentar saudável e tranquilamente, colocando a comida no lugar que ela sepre deveria ter ocupado em minha vida.

Terei vocês, que acompanham o blog, como novas testemunhas e fontes de força também, pra quem for de apoiar, e quero poder inspirar e ajudar aqueles que precisam de inspiração quanto a isso: é possível e eu tô fazendo. E vou conseguir. repitam isso pra vocês diariamente :)